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Segurança em Ourivesarias


A segurança nas atividades de ourivesaria acarreta cuidados redobrados, sobretudo devido à natureza dos materiais comercializados. Para prevenir a ocorrência de roubos ou mitigar o seu impacto, os profissionais desta atividade poderão adotar alguns procedimentos de segurança em diferentes situações de risco. 

O elevado número de delitos registados nesta área de atividade resulta essencialmente do facto dos produtos serem muito valiosos e por isso mais suscetíveis de interesse. Os delitos mais frequentes são os furtos de instalações (lojas e/ou armazéns), os roubos violentos, os roubos durante o transporte de valores e as burlas/fraudes. As causas mais vulgares que propiciam estes crimes residem em fatores de vulnerabilidade, como o isolamento e despovoamento de áreas e instalações, a inexistência de dispositivos físicos de segurança adequados, a rotina dos trajetos, o porte excessivo de bens valiosos ou o recurso a colaboradores e prestadores de serviços externos. 


Procedimentos de Segurança 

Nas alturas críticas, ou seja, nas situações de risco a que podemos estar sujeitos no dia-a-dia, convém conhecer os procedimentos de segurança a adotar. Existem várias circunstâncias que nos colocam mais vulneráveis a ataques exteriores, pelo que é importante nomear as diversas possibilidades com que nos deparamos. Destacamos agora as principais alturas de risco, em caso de assalto: 
  • Trajeto entre casa e trabalho; 
  • Abertura da loja; 
  • Preparação/arranjo das vitrinas; 
  • Ato de venda; 
  • Fecho da loja; 
  • Limpeza e manutenção;
  • Deslocação para feiras e exposições.  

O percurso entre a casa e o trabalho é pautado pela rotina e pela repetição quer dos locais por onde se passa quer pelo horário a que o fazemos. Em relação aos procedimentos de segurança a adotar nesta situação, destacamos duas ações extremamente importantes. A primeira medida a adotar é verificar se é frequentemente seguido pela mesma pessoa ou viatura. Se sim, deve-se mudar de trajeto repentinamente. Se não for suficiente, devemos dirigir-nos à esquadra de polícia mais próxima. A outra medida é verificar minuciosamente se existem pessoas suspeitas nas proximidades do ponto de venda. 


Abertura de Loja 

Em relação ao comportamento que devemos ter aquando da abertura da loja, é importante salientar alguns passos que poderão fazer a diferença. Na abertura do estabelecimento, devemos verificar sempre se está tudo dentro da normalidade nas redondezas do local; outra forma de nos prevenirmos é evitar que apenas uma única pessoa faça a abertura do estabelecimento. Duas ou mais pessoas é o ideal, sendo que uma das pessoas deve estar de vigia enquanto a outra procede à abertura. 

Após a abertura do estabelecimento, deve-se verificar em primeiro lugar o alarme. Os vendedores devem ficar no exterior, preparados para pedir ajuda dos agentes de autoridade caso seja detetada uma situação de perigo. Quem verificou o sistema de alarme deve fazer uma inspeção das instalações e posteriormente informar os funcionários no exterior, através de um código ou sinal, se a situação é ou não anormal. 

A entrada na loja deve fazer-se apenas se tudo estiver bem. Os funcionários devem entrar à vez e com alguns segundos de intervalo. Por norma, nas divisões trancadas o sistema de videovigilância está ativado. Os cofres‑fortes, equipados com mecanismo de abertura de ação retardada, são abertos. 


Vendas e atendimento

A chegada de clientes é uma altura importante, quer para o próprio estabelecimento (pois demonstra interesse e curiosidade), quer também para os vendedores (têm a possibilidade de cativar/fidelizar o cliente). Sempre que um cliente chega à loja, o funcionário deve dirigir‑se ao mesmo e perguntar se necessita de ajuda e se deseja algo. O funcionário não se deve deixar influenciar pelo comportamento apressado ou agressivo do cliente, devendo mostrar-se sempre calmo e paciente. É importante ter especial atenção com os clientes que mostrem sinais visíveis de nervosismo (voz estranha ou olhares constantes para fora da loja). Em caso de perigo, tentar manter‑se sempre calmo. Nunca se deve deixar o cliente sozinho perto de uma vitrina ou de uma caixa de amostras. Se necessário, pedir a outro vendedor para vigiar a mesa ou balcão. No final, o funcionário deve acompanhar o cliente à porta e verificar se nenhum objeto suspeito (embrulho, guarda‑chuva, saco etc.) ficou no interior da loja. 


Fecho da loja 

Em relação ao fecho da loja, a pessoa encarregue do fecho deve fazer uma inspeção às instalações para assegurar que as vitrinas estão arranjadas; as janelas, portas secundárias, armários e os cofres estão bem fechados; as instalações de ar condicionado e de iluminação estão fechadas; não está ninguém no interior das divisões e no fim se procede à ativação dos alarmes. 


Situações de emergência 

No decorrer de uma situação de assalto, estes são alguns procedimentos, que se revelam úteis para sairmos ilesos:
  • Manter a calma; 
  • Não oferecer resistência; 
  • Evitar movimentos bruscos; 
  • Se forem vários assaltantes, fixar a sua atenção apenas num, memorizando o aspeto físico e o vestuário; 
  • Não ativar o sinal de emergência durante o assalto; 
  • Não impedir a passagem dos assaltantes; 
  • Contactar de imediato as autoridades; 
  • Não mexer em nada. 

Equipamentos e serviços de segurança 

Quer seja num contexto privado ou empresarial, os equipamentos e serviços de segurança são hoje ferramentas essenciais na proteção e na segurança dos intervenientes. É pertinente referir que estes devem ser adequados ao espaço onde se encontram, de modo a salvaguardar as características físicas e comerciais do estabelecimento ou da habitação. Em relação à segurança física, salientamos duas vertentes: a exterior e a interior. 

Na vertente exterior do estabelecimento temos como exemplo: 
  • Vedações de segurança;
  • Porta principal e portas de segurança;
  • Fechaduras com canhões de segurança;
  • Vidros anti‑bala e anti‑arrombamento. 

Na vertente interior do estabelecimento podemos encontrar: 
  • Portas de segurança;
  • Cofres‑fortes; 
  • Caixas de segurança. 
Focando agora a Segurança Eletrónica, existem diversos sistemas que ajudam a minorar os efeitos negativos da falta de segurança e que se traduzem em: 
  • Alarmes com diversos sensores (infravermelhos, microondas, volumétricos, magnéticos para proteção das portas de entrada, etc.); 
  • Dispositivos anti‑roubo e anti‑sequestro; 
  • Sirenes; 
  • Sistema de transmissão de sinal de alarme; 
  • Câmaras de videovigilância.



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